Vírus

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Origens históricas:

As primeiras referências sobre o que seria chamado de vírus de computador apareceram nos anos 40, em estudos de John von Neumann, que descrevem rotinas automáticas de auto-replicação de informações. Na década de 70, já existia também a idéia de que um programa seria capaz de infectar um computador. Contudo, o primeiro caso bem documentado de propagação de um vírus fora de controle (“in the wild”) ocorreu em outubro de 1987, quando um pequeno fragmento de código de máquina batizado de vírus Brain, apareceu em vários disquetes na Universidade do Dellaware.

Os chamados vírus de computador possuem esse nome devido ao seu funcionamento, que lembra vagamente um vírus no contexto da medicina: eles são capazes de se reproduzirem anexando seu código de máquina a um hospedeiro (que pode ser um programa) da mesma maneira que um vírus faz com uma célula viva. Além disso, eles se propagam de programa para programa ou de computador para computador de maneira muito parecida à de um vírus de verdade. Curiosamente, essa analogia é tão precisa que ajudou na compreensão de como esses vírus de computador funcionam e atacam, como também inspirou técnicas para combatê-los.

Um exemplo recente que será lembrado por muito tempo nos anais da computação pessoal ocorreu em 26 de março de 1999, o chamado Dia-M – data em que o vírus Melissa entrou em ação. Esse vírus propagou-se pela Internet por meio de mensagens de correio eletrônico “infectadas”, dirigidas a pessoas cadastradas nas listas de endereços do próprio sistema de e-mail do computador hospedeiro. Em questão de horas, o Melissa se espalhou pelo mundo, replicando-se em dezenas de milhares de computadores e derrubando vários servidores de correio por onde passava, devido ao excesso de correspondência provocado pelo vírus.

A cobertura dada pela mídia para esse episódio foi tão grande, a ponto de provocar uma verdadeira caçada humana, com o FBI perseguindo implacavelmente seu criador, que foi pego em pouco tempo. O lado positivo desse caso veio com o reforço da importância do uso de qualquer tipo de proteção contra ataque de vírus em computadores, ligados ou não à Internet.

Trata-se de uma atitude bastante sensata, já que, segundo dados do ICSA – uma organização independente que certifica programas antivírus –, os usuários de computadores possuem uma chance em dez de serem atacados por um vírus nos dias de hoje, quase o dobro do ano passado.

Os vírus estão cada vez mais destrutivos e os homens mal intencionados que os criam — a maioria dos criadores é do sexo masculino — estão também mais organizados. Numa área do conhecimento humano normalmente povoada por hackers mais interessados em demonstrar suas habilidades como programadores do que causar estragos, estamos vivenciando agora o surgimento de criminosos virtuais, que furtam informações sigilosas – como números de cartões de crédito – de um computador desprotegido visando o lucro fácil e não apenas uma massagem no ego.

Com todos esses avanços — ou retrocesso, dependendo do ângulo sob o qual se analisa a situação — a mensagem é clara: se o usuário pretende proteger-se das pragas de vírus, que o faça direito. Felizmente, muitas coisas podem ser feitas via Internet, por meio de produtos e serviços disponíveis na rede.